A LSB

Após um ano da cirurgia, coração valente da LSB sonha alto

Gabriel mendes lsb
15/05/2017

Gabriel Mendes, nascido em São Paulo. 2,06 de altura, 20 anos. Atleta e fã de esportes desde a infância. Já praticou, judô, futebol, handball e remo. Hoje, pivô da Liga Sorocabana de Basquete sub-22. Até aí, tudo ótimo e dentro da normalidade para um jovem atleta. Mas, como diz o ditado, “A vida é uma caixinha de surpresas” e dentro de sua trajetória, uma dessas surpresas o esperava.

Gabriel fixou o basquete como seu principal objetivo de vida, dos 16 para os 17 anos. Depois de iniciar em uma escolinha, foi jogar por São Roque. Segundo ele, Jaime dos Santos foi treinador responsável por toda continuação e vontade pelo esporte. Passou também por Barueri, Palmeiras, Minas e LSB. O pivô conta que sua mãe, Ana Maria, sempre desejou que ele se interessasse pelo o esporte da bola laranja, “Desde pequeno ela me incentivou a jogar basquete, mas não me agradava. Porém, eu nunca tinha tentado”. Então, quando se dedicou a modalidade que dona Ana Maria tanto falou, viu que era realmente isso que iria fazer.

O CASO

Foi no início do ano de 2016 que a história de Gabriel ganhou um novo capítulo. Ele se preparava para mais uma partida. A segunda no NBB, contra a equipe de Rio Claro. No aquecimento o pivô sentiu um mal estar, “Percebi que já estava cansado com movimentos simples. Eu me senti estranho, ofegante. Mas não dei muita importância, achei que estava nervoso”. Ao iniciar a partida o mal estar permaneceu e a comissão técnica da LSB o retirou do jogo.

No começo da semana, após o jogo; Gabriel, acompanhado pelos membros da Liga Sorocabana, foi em busca de respostas para o ocorrido. E, em um simples exame foi detectado um batimento diferente no coração do atleta. Imediatamente foi retirado do campeonato e de qualquer atividade física.

Os médicos determinaram que outros exames seriam feitos. Após o acompanhamento de especialistas e de procedimentos detalhados, Gabriel Mendes foi diagnosticado com arritmia cardíaca aos 19 anos. Além de precisar tomar remédios, a necessidade de uma cirurgia foi confirmada. “Eu não acreditava, para mim era mentira. Eu com essa idade ter um problema desse no coração? Não caia a ficha. Também fiquei muito triste por ver minha mãe preocupada ”diz Gabriel.

Rinaldo Rodrigues, presidente do clube, conta que foi uma surpresa para todos; Principalmente por ser um jovem e por nunca ter acontecido algo semelhante com um atleta da LSB. O presidente destaca a participação dos fisioterapeutas Mateus Rossi e Rafael Sorio, que muito ajudaram o pivô, “O nosso pensamento foi que ali tinha um ser humano e não só um jogador da LSB. Agimos muito rápido com exames e tudo. Nunca tivemos um caso desse de cirurgia”, afirma Rinaldo.

No mês de abril, a cirurgia foi feita. O responsável foi o Dr. Nabil Ghorayeb. O procedimento que chamasse ablação, foi um sucesso. O atleta continuou tomando medicamentos por seis meses. Porém, após dois meses da operação Gabriel já estava liberado para jogar. E a primeira coisa a fazer? Jogar basquete! “Logo após a liberação eu já fui para o jogo contra São Bernardo”, conta sorrindo.

UMA NOVA VIDA

Muitas pessoas que se deparam com situações difíceis e inesperadas, afirmam que após o problema ser resolvido, a forma de encarar as coisas fica diferente. E com Gabriel Mendes também foi assim.

Ele conta que mudou o jeito de viver e que está encarando como uma segunda oportunidade, “Isso que me aconteceu, fez eu enxergar tudo diferente. Percebi que tive uma nova chance no basquete e na vida. Hoje valorizo mais as coisas a minha volta. Valorizo meus sonhos, minha família e sei onde posso chegar.

Sonhos! Palavra que move o ser humano e o mundo. O famoso e bem sucedido Walt Disney, disse, “Se podemos sonhar, também podemos tornar nossos sonhos realidade”. Aos 20 anos, é isso que o atleta da Liga Sorocabana tem feito. Sonha, mas também trabalha. Busca seus objetivos e treina forte. Para o futuro, Gabriel traça uma meta, “Dar condições melhores para minha mãe e jogar fora do país. Quem sabe uma NBA?”.

O pivô de 2,06m e coração forte, já provou que desafios são feitos para serem superados. Então, é melhor não duvidar desse sonho de jogar em quadras americanas e melhorar a vida de sua mãe que tanto lhe apoiou.

Afinal, a vida é como o basquete.. A bola pode até demorar a cair. Podem aparecer alguns tocos, quando a mão esta preparada para enterrar e confirmar os pontos. Em algum momento o descanso e o departamento médico se fazem necessários. Porém, sempre haverá a chance de outro arremesso. Uma hora a bola cai, e cai sem tocar o aro. É isso que Gabriel vem mostrando.

Leonardo Vieira Nunes - Assessoria de imprensa LSB/Uniso